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COMPORTAMENTO DO WESTIE

Pequeno, ativo, repleto de energia, rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um ar maroto. Vivaz, alegre, corajoso, independente, mas afetuoso.


Autoconfiança


“A segurança desta raça em si permite a educação do westie. Não é um ser hipersensível que pode ser perturbado pela repreensão de um tom mais alto, ou que num momento de solidão inesperada vá enlouquecer. Empreendedor, independente, às vezes pode parecer um pouco teimoso.” (1)


Existem outras características comportamentais marcantes nos westies: são cheios de energia, provocadores, corajosos, briguentos, inteligentes, independentes, teimosos e persistentes. É importante ressaltar que essas são características dentro de um padrão de observação da raça; cabe entender, também, que cada cão é um indivíduo com suas próprias características peculiares.


Gostam de estar sempre por perto. Normalmente, não solicitam muita atenção, podendo ficar sozinhos por longo tempo. São apegados, mas não são grudentos e pedem pouco colo.


Por serem corajosos e destemidos, desafiam cães bem maiores sem qualquer cerimônia, o que requer muita atenção a fim de que acidentes sejam evitados. Ao se aproximar de outro cão maior, é prudente que o condutor do westie questione o condutor do outro cão sobre a possibilidade de uma aproximação segura.


A interação com crianças necessita também de alguma supervisão, especialmente com crianças menores. Geralmente, crianças menores não têm muito controle de seus próprios movimentos, o que pode gerar algum desconforto para o cão durante as brincadeiras e uma eventual reação mais violenta.


Geralmente, toleram bem estranhos.


Dificilmente estragarão móveis ou objetos da casa, ressalvada a atenção necessária na fase de desenvolvimento com a dentição se formando.


Exercícios ajudam a gastar energia e o AGILITY é um excelente exemplo de esporte que pode ser praticado pelos westies (aliás, por qualquer cão), desde que suas condições de saúde assim o permitam. É praticado por duplas, um cão e seu condutor, cujas regras iniciais foram baseadas no hipismo. É um esporte de habilidade e velocidade, que tem por objetivo terminar a prova sem cometer infrações e no menor tempo possível.




O AGILITY é também um excelente estímulo comportamental e físico para o cão, uma vez que o animal é levado a tomar decisões rápidas durante toda a prova, pois o seu condutor deve conduzi-lo pelos obstáculos usando apenas gestos e comandos verbais, sem o estímulo de brinquedos ou comida e sem tocá-lo com as mãos de forma voluntária. Essas regras básicas exigem uma grande interação homem/cão, contribuindo para o bem estar também das relações entre ambos no ambiente doméstico, já que o AGILITY exige do cão a atenção ao seu condutor, a resposta rápida e precisa a comandos e controle da ansiedade.


O AGILITY se mostra, ainda, como uma excelente oportunidade de atividade física e prática esportiva para crianças e adolescentes e seus cães, melhorando a interação entre eles. A prática desse esporte, de forma recreativa ou por competição, estimula o cuidado da criança e do adolescente com sua própria saúde e também com a do seu cão, aguçando o senso de responsabilidade para com eles próprios, com seus animais de estimação e para com terceiros.


No Brasil, o AGILITY é regulamentado pela Comissão Brasileira de Agility ligada diretamente a CBKC.


Westies são cães que foram selecionados para caçar; portanto, são cães que latem (todo cão late!) e que gostam de perseguir e cavar. Entretanto, cabe considerar as observações feitas por Ruth O’Connor no trecho abaixo:


Vantagens naturais


“Com um pouco de firmeza, o westie pode se tornar um cão muito bem comportado. Não tende a escapar, nem a estar latindo por natureza.” (2)


São cães ativos, mas uma vez treinados com base em educação comportamental, se tornam bem equilibrados e voltam rápido ao sossego.


O instinto de perseguição é muito forte nos westies; logo, é necessário atenção redobrada ao conduzi-lo na guia, a qual só deve ser liberada em local fechado e seguro.


Westies cavam, cuidado! Se ficam soltos em local cercado sem supervisão, cabe verificar se é possível cavar por baixo da cerca e providenciar as medidas de segurança necessárias.


Por serem independentes, teimosos e persistentes, procuram assumir liderança no grupo familiar e o adestramento é indicado. Um bom profissional que trabalhe com educação comportamental canina, utilizando o adestramento com base no reforço positivo, pode operar milagres mesmo nos westies mais reticentes.


O adestramento propriamente dito pode ser aplicado a partir dos 6 meses de idade, mas os westies podem e devem ser estimulados desde a mais tenra idade; respeitando, claro, os limites do imprinting canino, que é a fase na qual o filhote necessita conviver com a matilha para simplesmente aprender a ser cão. O adestramento básico – aquele que tira os maus hábitos – deve começar logo que o cão chega em casa.


(1) (2) O’CONNOR, Ruth. El Nuevo Libro del West Highland White Terrier. Madrid: Tikal Ediciones, 2005, p. 81.

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